“Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” Marcos 12. 30 e 31a.

Tendo como base os ensinamentos dos versículos acima, a liderança da Pioneira alinhada com a Convenção Batista Brasileira, definiu como tema anual para 2024 a expressão: “Vivamos o verdadeiro amor!”

Ao afirmar “o verdadeiro amor” esta expressão nos remete ao reconhecimento de que existe o amor que se revela falso, ou seja, o amor meramente sentimental, que muda rapidamente. Como alguns dizem, um sentimento que se altera de acordo com as circunstâncias, sem permanência e muito volátil, ao sabor do vento ou de acordo com a fase lunar!

O verdadeiro amor é descrito no texto que nos serve de divisa, como uma qualidade inerente aos discípulos de Cristo, fruto da ação e da decisão de amar a Deus em todas as dimensões: dimensão física (de todas as tuas forças); dimensão emocional (de toda a tua alma); dimensão intelectual (de todo o entendimento); dimensão social (ao próximo); e dimensão espiritual (de todo o coração).

Porém, não se trata de uma virtude do ser humano voltada para si mesmo, ela é direcionada a Deus, em Sua grandeza, eternidade, infinitude e poder, mas não se perde na imensidão divina. Essa virtude cristã se revela de forma prática na experiência do amor-próprio na medida certa e como parâmetro do amor ao próximo.

Reconhecer o verdadeiro amor diante de tantas possibilidades da falsidade não é suficiente, ou seja, o amor meramente sentimental, cantado em prosa e verso, inda que correto, é apenas parte do nosso tema, pois somos instados a vivermos as dimensões apresentadas e representadas pelo Senhor Jesus. Ele não apenas discursou sobre o amor a Deus e ao próximo, ele viveu o amor! É o amor referido a Deus em orações, na adoração e no louvor, mas que é corroborado no relacionamento com os demais seres humanos e com a natureza, criada por Deus e nosso habitat.

Devemos externar nosso amor a Deus com nossos louvores, nossa adoração e nossas orações, porém não podemos ignorar ou desprezar as outras pessoas, concordem elas conosco ou não, sejam elas de perto ou de longe, da família ou desconhecidos, necessitados ou abastados, reconhecedores ou não de sua ou da nossa condição humana. Eis um desafio enorme, muito além daquele que é amar quem nos ama!

Segundo Jesus, amar pode significar oferecer a outra face, porém não isenta de agir com rigor quando se percebe que posturas e ações afrontam a vontade de Deus, claramente revelada nas escrituras. Imitar a Deus, significa andar em amor, pois Deus é amor!

Portanto, que nossa primeira reação não seja o julgamento às atitudes dos outros, nem a retribuição na mesma moeda! Mas andar a segunda milha, reconhecer pontos de vista diferentes dos nossos, sem, contudo, desprezarmos os princípios da Palavra de Deus que nos orienta, dizendo: “E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição” Cl 3. 14.

Que 2024 seja um ano cheio de oportunidades para vivermos o verdadeiro amor!

Pr Samuel Esperandio

Diretor Executivo

Presidente da PIB Erechim e Promotor de Missões.