Amanda de Bona visitou a congregação pela primeira vez em 2022, em um evento especial que fizemos para crianças. Ela veio com a Milena e seus filhos, que já participavam conosco. Mas foi somente no segundo semestre de 2024, em um culto no domingo, que ela teve uma experiência bem marcante com o Senhor. Após o culto, Amanda chegou em casa dizendo para a sua mãe, Sara, que queria se converter e se batizar.
Amanda começou a se engajar quando iniciamos o grupo de juniores. Ela conta que teve uma experiência com o Senhor no Acajumer, que confirmou ainda mais o seu desejo por Cristo. Vinda de criação católica, ela teve o desafio de mostrar aos seus pais que, mesmo com sua pouca idade, sabia o que queria. E nós, que estávamos mais perto, percebemos sua convicção. Em processo de catequese, ela insistiu com seus pais para que não mais precisasse ir às aulas, pois queria se batizar. De início, ela foi autorizada a parar o catecismo, mas ainda não poderia descer às águas.
Ao conversar com a Amanda, eu disse que começaríamos uma turma de discipulado e que seria interessante ela participar, mesmo que ainda não pudesse se batizar, pois, até o batismo, muita coisa poderia mudar. Começamos então os estudos e, nesse meio tempo, ela se envolvia cada vez mais. Aprendeu a ajudar nos encontros de juniores, aceitava desafios que a gente dava, participou cada vez mais dos cultos de domingo e se aproximou da igreja. Amanda sempre se destacou por manejar muito bem a Bíblia na dinâmica “Bíblia na cabeça”. Ela sempre me lembrava que não tinha certeza se poderia se batizar, então eu a orientava a permanecer firme e enfatizava que os pais precisavam sentir segurança e convicção na vida dela.
O tempo passou e marcamos a data do batismo: 09/11/2025. Senti que era o momento de sentar para conversar com a Amanda e a Sara. Orei e jejuei por essa conversa. E, para a honra e glória do Senhor, a Amanda pôde se batizar! No tão aguardado dia, toda a sua família esteve presente, apoiando e se alegrando com sua decisão.
Este é um caso muito especial, onde percebemos que o discipulado é um processo que não se resume a 13 lições. Envolve uma caminhada de perto com a igreja, envolvimento e, principalmente, paciência quando as coisas parecem incertas. Envolve até mesmo paciência para nós, como igreja. Foram quase 4 anos até colhermos esse fruto! Todo esse processo resultou em testemunho para toda a família.
O discipulado também não termina nas águas do batismo; ele dura a vida toda. E é aí que vemos que a história da Amanda está só começando. Ela está animada em servir ao Senhor na igreja, e o batismo foi só o começo.
Pr Fábio Scabora
CBP São José do Cedro.
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